27.12.16

[uma forma de ultrapassar a morte é encará-la. assumir que a vida continua depois dela, mesmo que para quem fique nunca mais vá ser igual. não têm sido fáceis estes meses, mas ainda assim fica cada vez mais fácil respirar. trabalhar na véspera de Natal até à hora de jantar foi a minha tábua de salvação para não passar o dia a pensar como ia ser duro ter menos uma pessoa à mesa. ainda assim, e para que seja possível manter a sanidade mental de quem por cá ficou, é necessário continuar a alimentar a magia da época. foi por isso que, depois de um silêncio profundo, todos respiramos fundo e, de voz embargada, rezamos o terço como os nossos pais faziam nos seus tempos de miúdos e prestamos a homenagem possível. se nos estiveste a ver, sei que te deixamos orgulhosos.]

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