20.9.15

[o regresso dos que nunca foram]

Alimentamos fantasmas em vez os diluir. Já só lhe vemos a sombra mas ainda assim tentamos dar-lhe cor e forma, relembrar-lhes os traços e cada feição tão característica.Os fantasmas só o são porque nós os queremos assim, não os deixamos partir. Abrimos a porta mas em silêncio rezamos para que não partam. Expulsamo-los na infantil expectativa de que voltem.
Por vezes eles voltam - e aí pouco há para fazer. Talvez nos devêssemos ter protegido melhor.