11.7.15

delírios do desamor

Quantas vezes te passei pela cabeça depois do adeus? Quantas vezes pensaste se seria de facto irreversível? Quantas vezes sentiste saudades minhas? Se ao menos tivesses pensado nisso antes de partir. Se ao menos, por uns instantes, tivesses imaginado como seria avançares sem mim... Agora dás por ti perdido. Culpas-me pelas insónias, culpas-me pelos atrasos, culpas-me pelas distracções. Culpas-me a mim, para tentar diluir o peso que trazes nos ombros, para tentares perceber se torturando a imagem que de mim tens te custe menos ver a mulher que perdeste. Talvez, se por segundos, tivesses parado para ver como cresci e me tornei melhor, não partirias a achar que iria atrás de ti. Continua pensando em mim, se quiseres. Sou a força que te corrói por dentro quando me tentas atingir.

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