7.2.15

07 subir

Vivemos as relações como se fosse uma escalada de intimidades. E é. Cada um coloca no topo os seus maiores receios, aquilo em que mais lhe custa entregar-se. Maioritariamente o sexo, esse medo, essa caixa de pandora que somos ensinados a não abrir, da mesma forma que nos ensinam a fechar as pernas até ouvirmos um príncipe descer do seu cavalo branco e se mostrar merecedor. Raramente vemos o amor como uma conquista, uma batalha para controlar impulsos e alimentar desejos. Por vezes é apenas a caminhada para o topo, idealizar momentos, criar expectativas e tentar não falhar - missão quase impossível. Ainda assim no topo está, por vezes, o olhar cúmplice, a luz acesa.

1 comentário:

Li disse...

Não podia concordar mais contigo acerca disso! Namoro à 3 anos e meio e ainda não fui capaz de me entregar à pessoa com quem estou, não por o amar mas por achar que não estou preparada para tal mudança. Sei que quando tiver de ser, será. Gostei muito do texto :)
Li**