6.2.15

06 surdina

Eu já tinha aprendido a viver a felicidade baixinho, a calar projetos, sussurrar desejos. Acabei por dar um passo à frente (ou terá sido atrás?) e partilhar todos os meus sonhos e pequenas vitórias. Hoje vejo que mais vale voltar ao silêncio. Ao sorriso cúmplice mostrado e que só um ou outro entendem, porque só um ou outro sabem. O que ninguém sabe ninguém pode estragar. Pois é, sempre preferi ter a faca e o queijo na mão.

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