8.1.15

Acredito sinceramente que um dos maiores erros que podemos cometer é chamar demasiadas pessoas para as nossas relações. Não me refiro a uma terceira pessoa, um terceiro membro no casal. Refiro-me antes a trazer a família muito cedo para a relação, ou desde logo apresentar todo o grupo de amigos. Entendo que haja uma necessidade de oficializar, de partilhar a alegria de termos a pessoa que julgamos ideal com todas as pessoas, mas isso pode ser prejudicial. Chamem-me antiquada se quiserem, mas é assim que eu penso. É complicado gerir as expectativas, é por vezes desconfortável entrar num ambiente que não é o nosso e isso pode gerar atritos. E as opiniões infundadas? E como se dá a notícia se algo corre mal? Como explicar que a pessoa que já foi ao jantar de aniversário da nossa mãe e que já entra nas prendas dos nossos amigos não faz mais parte da nossa vida? Como lidar com o ambiente que se cria? Pois.

5 comentários:

Eros disse...

Absolutamente de acordo.
Aqueles casais que se fundem rapidamente com a família um do outro são claramente pessoas que encaram o parceiro como um pavão, ou seja, a sua primordial consideração prende-se com a sua exibição.
É claro que Amar não significa olhar nos olhos um do outro, mas olharem na mesma direcção... E preferencialmente, sem obstáculos de distracção.

Cláudia S. Reis disse...

No meu caso foi tudo muito rápido e nada premeditado. Felizmente correu bem. Mas entendo a tua perspectiva!

Ana Fernandes disse...

concordo contigo, acho que as coisas devem ser levadas com calma.

Eros disse...

Peço imensa desculpa, se de alguma forma se tornou abjecto receber um comentário meu por cá.
Este é efectivamente um mundo de preconceitos, como esta semana se viu ser provado, numa escala global.
É triste, que a maioria das gentes não consiga ler entrelinhas, nem escavar o que a superfície ostenta.

Um bem-haja.

claire disse...

não poderia estar mais de acordo!