9.6.14

É impossível colocar uma relação em perspectiva de forma imparcial. Coloque num prato da balança o que fez pelo outro e no outro prato o que recebeu do mesmo. Há equilíbrio? Se a resposta é "sim", parabéns, é um privilegiado (e, a meu ver, ou teve muita sorte nas pessoas com quem se cruzou ou acha que fez muito pouco). Se a resposta é "não", parabéns, encontra-se do lado da maioria (não é por isso que o felicito) e tem um olhar mais próximo da realidade. 
O que fazemos e o que recebemos não é quantificável. Ou, pelo menos, não é comparável (não da mesma forma como comparamos duas laranjas e tentamos perceber qual pesa mais). Os corações não se medem por mãos humanas. Não há medida universal para os sentimentos. Para uns bastam palavras, para outros a lembrança. Para mim bastavam abrigos e a ideia de carinho. Por vezes o carinho não chega nas vias mais convencionais.
Não gosto de generalizar sentimentos. Não gosto de tomar as pessoas por farinha do mesmo saco (embora uns se achem dignos de um saco bordado a ouro). Mas a verdade é que a minha balança nunca fica equilibrada. A uns eu dei de mais, a outros dei-me de menos. No final talvez as contas se acertem. Arredondamentos feitos, o coração volta a ser unido.
Arredondemos então.

2 comentários:

Eliseia. disse...

Transmites calma com a tua escrita.
Que a tua balança esteja sempre equilibrada, mesmo no desequilíbrio que a vida é.

Ana Marisa disse...

Aprendi que nunca vamos saber quanto dar a alguém porque, como dizes, isso não se quantifica