20.5.14

«talvez tu e eu sejamos só pessoas muito diferentes, e eu tenho pena. tu nunca estás - talvez pudesses vir se eu te pedisse, mas não quero pedir-te, a espontaneidade importa. pergunto-me se ainda me consideras tua amiga, se ainda confias em mim. pergunto-te sem te perguntar, há coisas impronunciáveis presas em nós. não posso falar em amizade com alguém que quase já não reconheço. pergunto-me se alguma vez te conheci. (em tempos achei que sim, e melhor que ninguém. mas tu pareces ser tantas pessoas diferentes, dependendo da perspectiva e da companhia. então penso que talvez só tenha conhecido a versão sílvia de ti. uma espécie de c. personalizável, sabes? e isso deixa-me magoada e confusa.)

já não te guardo rancor. em tempos sim, mas eu não sou dada a amarguras duradouras. se algum dia quiseres falar comigo vou gostar de te ouvir.»

escrito pela s.

1 comentário:

patrice disse...

completamente! o facto de ele se ter lembrado de mim, por mais insignificante que possa ter sido, mexeu comigo. fez-me sentir especial!