17.2.14

Erro quando, estando contigo, me sinto uma sortuda e não o digo. Perco por me calar, por te privar do reconhecimento do tanto que fazes por mim, comigo, para mim. Por vezes dou por mim, nos dias mais cinzentos, a sentir saudades de ler palavras doces, de ler a tua letra escrita a azul, preto e até vermelho. Depois lembro-me que também calo quando devo falar e percebo que nem sempre os silêncios significam vazio.

7 comentários:

disse...

às vezes cabe o mundo no silêncio, e eu que o diga. nunca soube falar o que escrevo, sabes? nunca soube verbalizar e expelir da garganta o que deslizo no papel. e como disseste e bem perde-se por se calar, mas no fundo aprende-se com a vida que quem mais cala é quem mais sente, e chegará o dia em que não precisaremos de verbalizar o que está consumado e bem petrificado. um beijinho e é sempre um gosto enorme ler-te!!:)

mariana disse...

Mas nunca erras quando escreves :)

Cláudia S. Reis disse...

Por vezes os silêncios são de ouro. E sabes, as mais sinceras histórias de amor são vividas no silêncio. Para quê palavras quando tudo o resto é tão mais importante?

Joo disse...

Por vezes o silêncio diz mais que certas palavras.

Jane disse...

"Nem sempre os silêncios significam vazio." Gostei principalmente desta afirmação. Bom texto! Um beijinho*

Mar disse...

Às vezes as palavras não são necessárias... quando é verdadeiro, até o silêncio é confortável.

Sunshine disse...

Adoro adoro adoro. Identifico-me.