19.1.14

Já não tenho quem me dedique poemas. Passou o tempo em que tinham tempo para mim. Perdeu-se também a vontade. Dou por mim perdida entre pessoas que se tornam fantasmas na minha vida, se dissolvem por própria vontade e saem. Era bom quando não era assim, quando as pessoas eram emocionalmente adultas e não se preocupavam com mais nada a não ser com o bem-estar. Não o meu, nem o nosso, mas sim com o seu. Se algumas pessoas já nem se lembram de mim excepto quando vêm o meu nome, há outras que estão constantemente presas na teia da saudade. Teia que fizeram e na qual se prenderam por própria vontade.

2 comentários:

Bárbara Sá disse...

Que bom era poder fechar essas pessoas em lancheiras cor-de-rosa com cheirinho a inocência. Voltar atrás e lembrar-lhes que os abraços ainda se dão com os braços a tocar uns nos outros

mariana disse...

Olha Ega..tenho saudades de te oferecer poemas. De falarmos sobre o Douro :)