2.1.14

Estamos em 2014. Não me sinto uma pessoa nova, não me sinto diferente. A euforia em torno da passagem do ano faz-me confusão: é apenas uma noite. O universo segue as regras, a noite sucede o dia, o dia sucede a noite, trezentos e sessenta e cinco dias por ano, trezentos e sessenta e seis nos anos especiais. Se a passagem de ano fecha um ciclo e abre um novo, talvez a minha tenha acontecido a meio de novembro. 2013 foi um ano pesado, demorado. Longo em todas as suas torturas. Foi um ano assombroso, talvez até assombrado. Em 2013 as sextas-feiras treze sucederam-se, foram mais que muitas, quase todos os dias. Mas em novembro isso mudou. Não festejo a mudança de ano: é uma coisa natural, acontece. Festejo vitórias e evoluções - independentemente do ano.

1 comentário:

Cláudia S. Reis disse...

Também não ligo à passagem de ano. Para mim é um dia mais triste do que alegre, dá-me para pensar em todas as ausências, em todas as coisas negativas do ano anterior. Prefiro viver um dia de cada vez, sem promessas. Viver apenas :)