31.10.13

Se me perguntarem o que tenho a dizer, a minha resposta não fará sentido. Fecho os olhos e sinto o calor no pescoço, já nem sei onde estamos, não há pedras que formem muros, não há muros que contenham quem somos. Aqui dentro há espaço, pouco, escuro. Claustrofóbico mas seguro, pouco e raro mas ao mesmo tempo a única riqueza que tenho. A casa, tu. Fica frio quando sais mas estas rotinas repetidas mecanicamente, as palavras que roubas ao dicionário universal, que calas porque consentes, e por consentires preferes não dizer nem ouvir. Esta doença que me prende é o vício doce ao qual me apego. Vem fazer de conta, eu acredito em ti.

3 comentários:

mariana disse...

adoreiii!

Mariana disse...

gosto da franqueza com que expões as tuas palavras aqui.. o final de texto deixa-nos a querer perceber mais do que escreves

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Luna disse...

Gostei tanto.