17.10.13


Quero ver até quando vais conseguir resistir. Olhas-me nos olhos mas forças-te a desviar o olhar porque sabes como isto vai acabar. Não sorrias assim que me tiras de mim, vamos falando mas nem nos ouvimos, de olhos abertos não vemos o suposto, vemos calor e desejos. A tua respiração desconcerta-me, perco a noção do tempo, do lugar, do ritmo. Nem sei se estou nua ou ainda há tecidos entre nós. Não sei se é real ou estou de novo em delírio, não sei se me apertas contra o teu corpo ou se eu é que te queria mais perto. Sempre mais perto, tu em mim e a volúpia em ambos. O ritmo, o compasso desacertado, o calor. Se houvesse cor que descrevesse as tulipas que plantas em mim seria necessário um arco-íris até que as minhas pernas parassem de tremer e a respiração voltasse ao normal. Não pares, não partas, fica. A minha cabeça pousada no teu peito, esse sim é o nosso lugar.

6 comentários:

Mariana disse...

ainda dizem que o amor não se escreve, que o desejo não se escreve também... é um delícia ler isto!!!

Emilie Lorena disse...

Que lindo Mari, que lindo :) Senti as sensações que descreveste. Mágico :)

r: Sou essa mesmo ;)

Mariana disse...

quando é assim não tenhas medo, eu pessoalmente tenho muitos textos em que demonstro apenas isso... e é bom. eu pelo menos adoro sentir o que a escrita é capaz de fazer sobre estes assuntos

Raquel Neves disse...

Maravilhoso!

dianadias disse...

É bom ler um texto e sentir o que esse "alguém" sente, muitos parabéns!

cats disse...

Sensações que fazem qualquer pessoas derreter. Sorri ao ler-te