7.10.13

Por vezes esquecemo-nos de quanto tempo é o tempo que vivemos. Folheamos agendas e cadernos e não vemos que ali está um ano, dias, tempo, oportunidades e espaços em branco para que os ocupemos. Deixamos que fiquem vazios como nós, perdidos em lugares mas não no lugar onde deviam pertencer. A cegueira temporal apaga os ponteiros que compassados dançam nos relógios, a surdez ignora o cuco que sai do relógio e nos incomoda, acorda-nos do nosso sono confortável mas enganador, a sensação de falsa segurança de que no futuro está o tempo certo para realizar as coisas. 

4 comentários:

Nea ♪ disse...

Adoro este texto

claire disse...

muito verdade.já tinha saudades de passar por aqui

S ∞ disse...

fiquei sem palavras, o texto está espetacular! adorei e identifico-me imenso (:

Blackbird disse...

É tão verdade...