7.8.13

O Mestre de ser quem sou

Sempre que olho para trás deparou-me com o mesmo que encontro quando olho para mim mesma: diversidade. Pergunto-me como cheguei aqui, o que me fez ser quem sou. Sempre fui adepta da mudança, por vezes fui sua vítima. Todas as mudanças que ocorrem na minha vida tiveram alicerces, as bases inabaláveis, forças indestrutíveis para mim. Na nossa formação todos precisamos de modelos a seguir, modelos com os quais nos identifiquemos ou que nos ajudem a identificar o que somos. Por vezes são escritores, outras vezes são cantores ou grandes estrelas de cinema. Mas há uma classe com a qual todos convivemos e que teve uma grande influência sobre nós: os professores. Esses Mestres tão próximos de nós ajudam-nos a ser quem somos, enfrentar pequenos dramas pessoais. Ainda tenho anotadas nos meus cadernos muitas das frases que diziam nas aulas, verdadeiros ensinamentos de moral. Lições que só a experiência da vida torna possível aprender, lições que ao longo da vida todos acabamos por utilizar. Lembro-me da professora Noelma, professora de português, lembro-me do seu tom de pele mais moreno e da gargalhada que ecoava em mim e me mostrava que há sempre um motivo para sorrir. Ensinava-nos os valores mais humanos, a diversidade cultural e a sua aceitação. Falou-nos de Mandela e da sua luta e tentou que cada um de nós trava-se uma luta pessoal contra aquilo que consideremos errado. Ensinou-nos como são duras as despedidas no momento em que nos anunciou que ia para os Açores.
Lembro-me também do professor Pedro, também professor de português, que me ajudou a ter coragem de abraçar projectos, por vezes muito diferentes. Ensinou-me a não dizer que não ao que me faz superar. O pior que podemos ouvir é um não, e esse está garantido. O esforço pessoal e a dedicação não só nos trazem sucessos como fazem com que os outros adiram ao que defendemos, ao que ensinamos. Não há sucesso sem dedicação.
Mais recentemente guardo em mim a professora Ana Paula e a professora Maria do Céu, duas mulheres de força. Duas mulheres totalmente diferentes, uma mãe de família e uma adepta da liberdade. Mulheres de valores, fiéis àquilo que acreditam. Ensinaram-me a calma, o auto-controlo face à adversidade. Mostraram-me que por vezes temos de aguentar o nó na garganta quando temos ideais bem definidos. Nem sempre toda a gente está de acordo connosco, mas isso não faz de nós mais fracos. 
Todas estas pessoas, fora as outras que não individualizei, ensinaram-me a ser quem sou. A ser como sou.

6 comentários:

inês silva disse...

Grandes ensinamentos, esses que guardas desses professores :)

Lúcia Pereira disse...

adorei o texto Mariana!

mariana disse...

és o resultado de todos esses ensinamentos. De todos os alicerces e desejos dos teus professores sobre ti. E um dia que olhes para trás, vais ser feliz nessa recordação :)

Cau disse...

A verdade é que por muito que lutemos pela nossa individualidade existem diversidades, externas, que nos ajudam a ser quem somos. A moldar a nossa mente. E ainda bem que isso acontece :)

Rosinha disse...

Fizeste-me relembrar duas professoras de português também que guardo com carinho junto ao coração. E fizeste-me relembrar uma coisa que fazia nos meus cadernos: escrevia também frases que soltavam a meio das aulas e me soavam a envios de força. Afinal somos todos tão parecidos, não é?

inês silva disse...

Não sei se deva.