19.8.13

Letras perdidas no álcool que só tu bebes

Tinha curiosidade para ler o que tinhas para dar ao mundo. Todas as tuas palavras dançam a um ritmo próprio, o amor que não acabandoencontrou um fim escrito pela mão de alguém. Não lhe retirei a impressão digital para te poder dizer, mas sei que nem sempre a identidade é o mais importante. Saber o nome não é saber os motivos, não é saber nada. Gostava de poder tirar-te a complicação da mente com as piadas fracas que te vou dizendo, mas pareces tão rica no humor que me acho pouco capaz. Preferia que me lesses com o absinto a teu lado, sei que ias sorrir ao perceber que é para ti mas não te ias deixar perder pelo álcool. Bem pelo contrário, ias encontrar-te nas palavras. As pessoas ficam nas nossas entranhas como o perfume fica no nosso cabelo depois de cada abraço. Da mesma forma que te deitas e sorris pelo perfume te provocar cócegas no nariz, deitas-te e e pensas em quem estampou em ti aquilo que é o amor. Há marcas que não saem, mas acabamos por saber viver com elas. Nem sempre é o descobridor que tem o mérito, porque abandona o achado. Por vezes é quem cuida do diamante, quem o transforma em brilho e lhe dá a forma. Lembra-te disso da próxima vez que comparares o passado e o presente.

2 comentários:

Cau disse...

Palavras sábias Mariana. Palavras muito sábias.

mariana disse...

és tão bruta e fantástica nas palavras :)