19.7.13

Carta a Carlos da Maia


Por vezes falta-me velocidade para escrever tudo o que te quero dizer e nem sei. Não sei por onde começar, seriam tantas as frases para te dizer, todas inspiradas em ti e no que me dizes. Esse teu ar pouco convencional, a força nas palavras que me escreves e me ditas para a mente, o à-vontade com que me falas da tua vida, tudo isso é Carlos. Só apenas uma louca por amores se deixa apaixonar pelo mais proibido amor, o mais improvável. Como é irónico este universo, desassossega aqueles que sempre se permitiram a observar e absorver o mundo num só trago.
Essa tua capacidade de aceitar o mundo e de o querer conhecer centímetro a centímetro, desde o frio em Praga ao tons terra de Istambul, sem esquecer a lentidão do Norte... Tudo isso te vai matar Carlos! Estás a ver ali o americano? Corramos para o apanhar.
Carinhosamente,
Ega

2 comentários:

Mariana Branco disse...

Acho que afinal não falharemos na vida Ega! Chorei. Chorarei sempre com as tuas palavras de campo :)

Sofia Marques disse...

*em resposta ao texto no blogue Os Amantes* sim, isso é bem verdade. este texto tem o seu quê de fictício junto com a realidade, mas o amor é um pouco assim, não nos rimos das mesmas coisas, mas há outras coisas que nos juntam.