9.6.13

A ausência dói mais do que a inexistência total. Quando perdemos algo, nos primeiros tempos continuamos a agir como se ainda estivesse lá. Dói-nos como se estivesse lá, sentimos como se tudo estivesse no seu devido sítio. Se calhar agora, com a ausência, com a distância, no vazio, tudo esteja no lugar correcto. Então deixo de procurar. De forçar. Aceito a perda, e adapto-me.