25.5.13

Exageradamente me recuso a ceder à tentação silenciosa de vestir o papel de vítima e sair à rua espalhando tristeza e lágrimas. As que derramei, que de tão poucas provocariam cheias no rio da cidade, guardei-as para mim e para a almofada, apenas para quem, por me segurar a mão nos piores momentos, tive de mostrar. Tudo o resto foram sorrisos arrancados de um baú que nem sabia possuir, foram tentativas bem sucedidas de acalmar quem me procurou e se preocupou. No meio da minha solidão dei nome à dor e ela fez-me companhia. A mais certa dos últimos dias. A permanente. Tudo o resto é um vazio linearmente preenchido com apontamentos vagos.

1 comentário:

mariana disse...

a tua última frase descreve a tua literatura na perfeição. Até quebrada emanas brilho. Nunca te separes de ti. Eu estou aqui :)