13.5.13


A capa era azul e sóbrias e garrafais as letras que a branco a decoravam. Era um tesouro que estava fora do meu alcance, colocado propositadamente no topo do armário para que eu não chegasse até ele. Durante toda a minha infância alimentei a esperança de um dia poder abri-lo e folheá-lo, descobrir o mundo naquelas páginas. Esperei pelo momento em que me permitiriam fazê-lo, esperei silenciosamente. Hoje lembrei-me dele, do Atlas do meu pai. Quão irónico é perder um Atlas quando se muda de casa?

1 comentário:

mariana disse...

isto podia ser o começo de um livro.