9.3.13

multifacetada

Não sei se é para mim ou para ti que escrevo, nem se é por mim ou por ti que o faço. É incrível como, embora não te procure porque no fundo não sinto a tua falta, continuo a querer que te sintas bem sendo quem és. Sabias que não seria fácil assumir essa posição perante todos, e no fundo a culpa não é tua e não tens como o evitar. Sem que nunca tenhamos tido a conversa... eu acho que percebi o que ficou naquele vazio que nunca chegou a ver as linhas onde escrevias os discursos que te passavam pela cabeça quando me tentavas dar a notícia, porque nunca houve discurso concreto e sabias que comigo tal nunca seria necessário. Não te condeno. Há coisas demasiado privadas para contar aos sete ventos, principalmente quando as pessoas acabam por se afastar e os laços se quebram de forma irreversível... como aconteceu. Mas não tenhas medo. A sério, sente-te confortável sendo quem és. Sabes bem que ainda tens muito para descobrir, ainda tens muito a descobrir dentro de ti. Não perguntes "porquê eu?" quando tens amor dentro do peito. Apesar de tudo, que se lixem as convenções. Que se lixe o que os outros pensam. Nunca ninguém tem de saber tanto da nossa vida e das nossas relações quanto nós. Não te esqueças que a tua casa é o lugar onde te sentes bem. Então que pelo menos tenhas em ti uma casa por te amares.

2 comentários:

ana cristina disse...

e que tu permaneças no seu coração*

ana cristina disse...

obrigado, és uma querida! estou a gostar muito da tua escrita :)