30.3.13

Julgam-me transparente e vazia, como se nenhuma experiência tivesse atravessado. Julgam que são alguém o suficiente para me julgar. Não sabem que ninguém é alguém o suficiente para tal. Por dentro eu sei que sou composta pelo que fica e ninguém vê - uns porque não querem, outros porque não conseguem. Memórias, fantasmas do meu armário de esqueletos. Cada um tem o seu, e eu não abdico.

4 comentários:

Tiz disse...

Ninguém pode ser julgado por aquilo que é. Ninguém deve abdicar do que é por outras pessoas, isso é um erro!

Maria Inês. disse...

Não, o fisioterapeuta diz que se resolve bem. E já sinto bastantes melhorias. :) Beijinho*

Ana Rita disse...

eu percebo-te perfeitamente... também me aconteceu, e voltei uns tempos mais tarde. Às vezes precisamos de estar longe disso. Precisamos de nos voltar a encontrar.
Adorei o posto, apesar do sentimento que não sei bem definir qual é... mágoa?!

anirataC disse...

o que importa é o que somos connosco próprios. O que os outros pensam é vago :) beijinhos