5.1.13


Dos silêncios que me dás quando já nada do que se possa dizer ajuda. Dos abraços que me confortam sem sequer nos tocarmos. Dos dias sem cor em que brincar e dizer coisas sem sentido se tornam o único escape. Das palavras frias e duras que trocamos por apenas esperarmos o melhor desta amizade, por esperarmos apenas o melhor uma da outra. Das palavras que se calhar dizemos a toda a gente menos entre nós. Dos altos e baixos e também das quebras totais. Dos afastamentos, das palavras que são guardadas por serem verdadeiras facas. Daquilo que ainda não foi dito, não foi feito, não foi vivido. Daquela pessoa que merece um mundo porque nunca deixa ninguém só (o seu orgulho mas a sua perdição). Da forca, da determinação. Da maneira como tenta guardar para si os problemas deixando sempre o caminho aberto para que quem quer perceba que precisa de falar. Dos teus 18 anos e dos muitos que ainda tens pela frente. Das vezes em que ainda me vou fazer de tua mãe e dar-te na cabeça, fazer-te pensar e dizer as coisas duras que não queres ouvir mas que acho que tens de superar. Das vezes em que ainda vou tentar ajudar, das vezes em que ainda vais achar que me estou a intrometer demais, mas das vezes em que ainda irei matar por ti. Das muitas vezes em que irei ter contigo sem dizer uma palavra. Das vezes em que ainda te olharei nos olhos para te fazer reflectir em silêncio. Das muitas gargalhadas que ainda tens para dar. Das muitas batalhas que ainda tens para vencer. Do mundo que tu mereces e que vais conseguir conquistar. Da felicidade que para ti desejo. Parabéns!

3 comentários:

Make It Happen disse...

Gostei muito! :)
Rita Veiga :)

Maria. disse...

que lindo!

Pat disse...

obrigada e igualmente princesa :)