17.10.12

multifacetada

E eu passo à frente, pelo menos faço por isso, mas porra, ainda há coisas que não encaixam. Passe o tempo que passar, há coisas que eu nunca vou aceitar, que me vão revoltar. Para que raio fazes promessas? De todas as que me fizeste a mim, não há uma que tenhas conseguido levar até ao fim. Não é que eu tenha acreditado - já há muito que deixei de ouvir cada vez que me diziam vou estar sempre do teu lado. Na minha vida os primeiros a dizer essa frase foram os últimos a concretizá-la. Tu sabias. Tu sabias, porra! Quantas foram as vezes em que eu disse que as pessoas na minha vida entram e saem? Quantas foram as vezes em que eu disse que comigo nada dura muito tempo? A única coisa que eu sempre disse foi para não me dares motivos para sair, porque eu sairia. Eu aguentei um, aguentei dois, aguentei mais que muitos, mais do que aguentava, mas tinha de chegar o momento de desistir, né? Quem nos ama fica bem e depois vem cuidar de nós também, lembraste? Só que eu preferia cuidar de ti antes de ficar bem, para que quando ficasses bem viesses e cuidasses, mas... Mas a verdade é que quando vinhas não era por mim, não era para mim. E isso magoa. Muito. Acho que devemos quebrar com as pessoas mas não com os sentimentos. Eu sabia disso mais adiei a quebra. Até que quebrou de vez e dos cacos pouco ou nada se pode retirar. Se pegares neles, quando pegares neles, vais perceber porque é que evitei isto ao máximo, vais perceber porque é que me dói. Pegar em cacos é meio caminho andado para te cortares. Tu sabias, sabias que eu nunca te deixaria sozinha. Sabes que nunca o fiz. Um dia vais voltar e vais esperar pelas minhas perguntas. Sempre foi assim que as coisas funcionaram, sempre precisaste que eu demonstrasse sentir interesse. Na verdade tens uma necessidade fora do comum te atenção e carinho embora não sejas capaz de retribuir. Um dia vais voltar e esperar pelas minhas perguntas... mas não as vais ter. Vais ter de ser tu a construir tudo porque não podem ser sempre os outros, porque vais ver o que se sente deste lado. Aqui faz frio, sempre foi tempo de tempestade. E não havia abrigo em ti. E agora estou eu a fazer o que te desejei a ti, a seguir o meu próprio conselho. Take what you need/ and be on your way/ and stop crying your heart out...

10 comentários:

Inês disse...

É, é isso mesmo. As tuas palavras ajudaram-me, não quero nada mas tem de ser. What doesn't kill you makes you stronger! É esse o lema que tenho de seguir. Já só falta uma horinha, meu deus.

Inês disse...

Esperemos que sim, vou acreditar.

Margarida disse...

está lindo!

Ana disse...

Adorei :o

Mariana disse...

Muita força para ti, minha querida!

Ana disse...

O silêncio por vezes consegue tornar-se um grito mais forte do que algumas palavras

Mariana disse...

Muito obrigada, princesa. Desejo-te o mesmo.

Inês disse...

Foi isso que fiz e correu tudo bem. Obrigada!

sophia disse...

pois eu percebo :) oh, tenho-me sentido um pouco desanimada. e força doce.

nicolemorais disse...

Não tenhas receio da viagem porque faz-se muito bem! A descolagem e a aterragem é que são mais agitadas mas fazem cócegas na barriga, pelo menos a mim :b e a viagem lá em cima é calma, é como se estivesses a andar de carro!
Está tão forte! Espero que a tua determinação de ajude, de alguma forma, a ultrapassar isto.