29.9.12

maré de força

Eu só te peço uma coisa: não te vás abaixo agora. Eu estou a tentar recuperar-me dos dramas que em mim habitam e nos quais tenho vindo a habitar. Lutar contra a maré não é fácil, principalmente quando a maré é forte e persistente. Principalmente quando a maré sou eu- embora eu não tenho nada dessa maré. Tenho vindo a mostrar é que no meu nome tenho o Mar, que gota a gota me levam, A que mudam os estados e os lugares, mas nunca lhe mudam a matéria. Ponto constante e permanente, mesmo que há minha volta reine o intermitente. Matéria eterna. Matéria interna. Eu estou-me a erguer e tu vens comigo.

1 comentário:

Ana. disse...

escreves muito bem.

força