16.8.12

Queres ter o mesmo fim?

Um livro. Um livro e meia dúzia de questões por resolver podem ser a sentença de morte da tua sanidade mental. Começas a pensar nos problemas, a pesá-los e a ver que eras incapaz do mesmo. Mas como não queres magoar ninguém calas e consentes. Uma vez. Uma, duas, três ou mais vezes. Mas chega o momento que a mínima palavra te desatina. Chega o momento em que cada palavra do livro se aplica a ti e a tua dor parece ainda maior e mais pesada. E aquilo não te sai da cabeça, mas não sabes o que fazer. Pressão por todos os lados quando tudo o que queres é, pelo menos, a mínima impressão de um abraço. A estabilidade de um abraço, apenas. 
Acaba o livro e tu fazes um balanço: queres ter o mesmo fim? Não, pois não? Então reage e começa a agir em teu próprio benefício, resolver os problemas um a um, fechando as gavetas do enorme armário que vês à tua frente. Sê franca, diz-me ela. Assim o fiz.
Não sei se aguardei tanto para o meu bem ou para o bem dos outros, não sei se falei para o meu bem ou para o bem dos outros. Aos poucos volto a adquirir as minhas próprias características. E tudo isto porque não, eu não quero ter o mesmo fim.

5 comentários:

catarina disse...

Que texto tão lindo. Temos de lutar para não termos o mesmo fim, e como dizes no post anterior, és feita de palavras - tal como eu.

Lia disse...

gostei! a forma como os livros influenciam a nossa vida..
e sim, foi o que decidi fazer, deixar as palavras livres!

m. disse...

Que fim era esse?

m. disse...

Mas este livro é um livro que estás mesmo a escrever? Acho que eu me revejo nessa personagem :/

m. disse...

Qual é o livro? Talvez seja um abre-olhos, para mim.