2.6.12

nem contigo, muito menos contigo

As palavras querem-se verdadeiras, directas, intensas. O tom deve ser adequado ao momento; cada situação pede o seu ritmo. Não há cá frases feitas que assentem a todas as pessoas. Cada pessoa cria as suas frases, personifica as expressões, memoriza as pausas para não se atrapalhar. Porque quando começamos a falar, o que se torna verdadeiramente complicado é parar. Um turbilhão de emoções e tanta coisa para dizer... As minhas palavras são corrosivas como ácido: ninguém se mantém firme durante muito tempo depois de as ouvir. Elas moldam, corroem, destroem até que as pessoas desistem. É duro lutar. Actualmente prefiro implodir do que explodir. Buraco Negro dentro de mim. Negro. Fúnebre. Apenas eu me oiço e apenas eu respondo às minhas dúvidas. Podia responder o que quero ouvir, mas a estúpida da consciência não faz pausa nem para dormir. Então converso comigo própria e digo-me o que não quero ouvir. Caramba Mariana, nem contigo consegues ser branda?

4 comentários:

ana soares. disse...

antendi, e disseram-me "tô ana? estás sozinha?". parecia-me voz de homem, por isso é que fiquei assustada.

Tiz disse...

precisas de falar?
estarei sempre aqui! e sabes? por vezes é melhor explodir do que guardares tudo para ti porque o que guardas para ti um dia vai ter de sair cá para fora e nesse dia vai ser mais difícil lidar com tudo :s

daniela fernandes disse...

Porque quando se começa a falar o complicado é parar. Nem mais.

Ana Margarida disse...

Meu amor, tem força.