23.6.12

das mudanças que nada mudam

O Verão é o momento do ano em que tudo se torna mais especial e mais intenso em nós. É o tempo do nosso Amor ter tempo para ele próprio, para crescer e fortalecer-se a cada dia. E este Verão tem um sabor especial. Tem sabor a início e a despedida. Vai ser o fim das rotinas já assimiladas, o fim da tirania do hábito, o fim de tudo o que sempre tivemos como garantido, embora todos os dias tivéssemos de lutar para o manter. Mas não, não vai ser o nosso fim. Vai ser um começar de novo. Com novas etapas, com decisões para tomar e com tantas adversidades. E é o momento em que ele chega... Ele, o medo... Não tenho medo de te perder. Tenho mais medo de te ter. De te manter comigo. A partir de certo momento pode ser mortal manter-te comigo, porque se um dia vais com a força da maré... A maré é irregular e pode não te trazer de volta; ou então posso ser eu que te estou a prender à costa, e a maré talvez seja tudo aquilo de que precisas para seguir o teu caminho... Não gosto de ser âncora, nem de te ter ancorado em mim. E a partir de agora recomeçam as lutas. Cabeça erguida badochinha, a ti ninguém te derruba. Nunca te derrubou desde que estou do teu lado. Não deixo que tal aconteça. Talvez eu seja a única pessoa neste momento que te consiga derrubar. Pelo papel que tenho e pelo espaço que em ti ocupo. Se for em ti como é em mim, não há espaço livre porque em todos os que haviam, estás tu agora, a reinar. Já foste impossibilidade para mim. Já me foste nada. E de repente tornaste-te tudo, enquanto eu tentava por um travão e não me deixa levar. Mas porquê? Porque é que resistimos tanto àquilo que no fundo não resistimos? O tempo passou e hoje és-me tudo. Conheço-te cada traço e tu conheces-me cada curva. Cada traço mais duro ou a minha moleza disfarçada. Sempre fui as palavras e tu os gestos. Sempre fui o plano e tu a acção. Sempre fui princesa num mundo oculto, num mundo nosso. Brincadeiras que são irreais aos olhos dos outros. Olhos que não nos vêm, que não nos atingem, que não nos condicionam. Olhos que nós iludimos, olhos que se deixam enganar e gostam disso. O tempo sempre foi especialmente ácido connosco, sempre nos tentou corroer. Quantas semanas passamos nós separados? Meses, por vezes. Quantos dias passei eu de lágrimas nos olhos por não te ter para me acarinhares as bochechas sempre vermelhas? Quantos dias não foram as palavras o meu último refúgio? Dias a acordar triste, e a triste adormecer. Mas já passaram mais de dois anos. Com as coisas boas fortalecemo-nos, e com as coisas más fomos crescendo. Mas são eternos os sorrisos. O tempo brinca connosco mas nós aproveitamo-nos dele. Com tudo o que temos, e com tudo o que vamos construindo. Com o que ambicionamos ter. És infinito em mim. E eterno, onde o meu sorriso se manifestar.

7 comentários:

tatiana disse...

vou-me tentar agarrar ao que me disseste agora. afinal, às vezes acreditar resulta no final.

caroline pipi disse...

simplesmente não consigo deixar as lágrimas caírem.

Patrícia disse...

então boa sorte, vai correr bem!!

Marta * disse...

Exactamente (;

inêssilva* disse...

as mudanças fazem parte da vida, e vocês só se vão adaptar a ela, não tenhas medo de tentar combater contra a tristeza, nem lutar contra um sorriso dele, mas não desistas, TENTA!

Tiz disse...

A mudança é a coisa mais natural da vida, temos sempre de nos adaptar a ela princesa. olha nunca desistas de nada e enfrenta sempre tudo, sabes que estarei sempre aqui para TUDO o que precisares!
desculpa a minha ausência nos últimos tempos mas o final das aulas foi um bocado complicado :s

inêssilva* disse...

nem eu te deixava desistir! desistir é para os fracos, sim ? :)