5.5.12

Que venham as olheiras, se for por ficarmos acordados até tarde. 
Que venham as dores de dentes, se forem de comermos gelados atrás de gelados durante as nossas tardes. Que venham as dores de barriga, se forem por me fazeres rir. 
Que venham as dores nos braços, se forem a consequência dos abraços apertados. 
Que me doam as mãos de tanto escrever para ti.
Mas que não me voltem a doer os olhos por chorar, nem o coração por ter de esperar tanto tempo para voltar a ver-te.