21.4.12

Sinceramente, apercebo-me que mudei. Deixei de dissecar tudo o que passa à minha volta. A escrita obrigava-me a fazer isso mesmo: analisar, comparar, afastar todas as partes das minhas relações, espremer tudo ao máximo e o que ficava parecia-me sempre pouco. É esse o outro lado da escrita: torna-nos eternos insatisfeitos, faz-nos viver histórias, criar histórias, conhecer histórias. E depois tudo o que temos parece-nos pouco face ao que já lemos, ao que achamos conhecer.
Ainda há meses era uma pessoa muito revoltada e demasiado exigente: queria sempre mais, e ninguém se mostrava disposto a dar-me tudo o que pedia. Mas parei e percebi que o problema era o facto de estereotipar o que queria e o que não queria, acabando por nunca aproveitar as essências.
Hoje, hoje tenho comigo as mesmas pessoas. Menos pessoas, talvez. Mas a verdade é que estou bem e sinto-me cada vez mais rica, com sorrisos verdadeiros e abraços bons de sentir. Tudo porque deixei as teorias e o comum, e me atrevi a viver, sem quaisquer protecções. E quando cair, se cair, vou levantar-me e mostrar a mim própria que valeu a pena.

7 comentários:

Patricia Laranjeira disse...

adorei o blog, está fantástico!
estou a seguir*

Ana Margarida disse...

Oh meu Deus, adoro, adoro o novo aspecto do blog! Está tão amoroso. E este texto .. Nem sei o que dizer. Está lindo, completamente.

Ana Margarida disse...

Oh eu é que te tenho que dizer isso, meu amor.

Ana Margarida disse...

É tão bom saber isso! Acredita :')

cláudiagomes. disse...

Mas, depois de me o fazer... De pensar no mesmo acabo por magoar quem não devo.

cláudiagomes. disse...

Mas, depois de me o fazer... De pensar no mesmo acabo por magoar quem não devo.

Patricia Laranjeira disse...

obrigada querida :)