11.10.10


Olho para trás, vejo o nosso passado antes de namorarmos; pergunto-me como não percebemos mais cedo como o nosso destino era ficarmos juntos; respondo que era um destino tão fantástico que nem queríamos acreditar que era possível acontecer; contra-argumento dizendo que os comentários eram demasiado claros e que as conversas que tínhamos até altas horas da madrugada eram a maior prova de que necessitávamos imenso um do outro; explico que isso acontecia porque éramos os melhores amigos, mesmo antes de o termos assumido para nós próprios, e assim queríamos que o outro desse o passo de chamar o outro de “melhor amigo”; discordo, acho que quanto mais cedo tivéssemos dado esse passado, menos tempo de cumplicidade perdíamos; concordo, pois só o tempo que perdemos com os comentários e com as deixas deixadas ao de leve nos permitiram ganhar totalmente o coração do outro. Conclusão: o passado está lá atrás, não o podemos mudar, mas eu orgulho-me muito dele. Foi o tempo em que nos amávamos mas não o partilhávamos directamente que nos tornou diferentes, mais fortes, mais apaixonados. Se me perguntassem “ ai e tal, e se tu pudesses mudar o dia em que tu e o Lopes começaram a namorar para mais cedo, mudavas?”, a resposta era um CLARO QUE NÃO muito explícito, porque se tivesse sido mais cedo ou mais tarde, as coisas não estariam a correr tão bem como estão.

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